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Mostrando postagens de agosto, 2020

Marcha sobre Washington e mesmo após os 57 anos do discurso de Martin Luther King a sociedade permanece presa no "Colonialismo".

Quem não lembra da morte de George Floyd? Solícito na abordagem policial, morreu imotivadamente asfixiado por um policial branco, sem sequer ter a chance de gritar a sua dor para o Mundo. Defender-se fazendo uso das palavras. E não de uma ARMA. Jacob Blake, abordado com rijo por um policial branco e covardemente baleado com SETE TIROS nas costas a queima roupa. Conseguiu sobreviver. Entretanto, permaneceu algemado à cama do hospital e foi necessário uma denúncia do pai para que os policias retirassem a algema. Carregará consigo a marca da perfuração do projétil e uma vida atípica na cadeira de rodas. E o caso Brasileiro do músico Evaldo Rosa dos Santos, morto após ter o seu carro fuzilado por OITENTA TIROS em uma desastrosa "operação" do EXÉRCITO BRASILEIRO. Dilacerou com fundura uma família, encerrou um ciclo, sonhos e uma vida. Uma dor perenal. Apenas TRÊS dentre vários casos que acontecem diariamente nas escolas, universidades, trabalho e abordagem. A prática dessa barbare...

Quilombos. Uma parte ávida da história dos Quilombolas em Mangaratiba.

Mais um passo importante da Prefeitura de Mangaratiba no ponto de vista histórico social. Desta vez, a Prefeitura dará prosseguimento ao projeto de legalização de construções no Quilombo da Ilha da Marambaia. É importantíssimo frisar o quão é enriquecedor para a história de Mangaratiba preservar os Quilombos Tradicionais e contemporâneos, eis que são sinônimos de resistência negra, de preservação de saberes e conhecimentos, de ressignificação de memórias e práticas. Legalizar os espaços onde são mantidos e recriados muitos aspectos de origem africana, onde se projetam projetos futuros e coletivos e onde se educa, se ensina e se aprende e manter viva tradições que remota o período colonial do nosso país. Quanto a necessidade de legalização dos espaços dos quilombolas, os mesmos, contemporâneos, estavam até bem pouco tempo numa verdadeira situação de invisibilidade social e política. A artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) aduz sobre a possibilidade das com...

Agosto Lilás: Reflexos de uma Sociedade patriarcal, a violência contra a mulher. Uma das preocupações centrais da leitura feminista do Direito.

A princípio, no âmbito das relações privadas, a violência contra a mulher deveras é um aspecto central da cultura patriarcal, eis que esta cultura organiza-se em torno da autoridade masculina; para manter este poder e reafirmá-lo, o recurso à violência – física ou psicológica – está sempre presente, seja de maneira efetiva, seja de maneira subliminar. Neste contexto, a violência doméstica é uma forma de opressão física e/ou psíquica, exercida pelos homens contra as mulheres no âmbito das relações de intimidade e manifestando um poder de posse de caráter indulgente. Dentro deste prisma, a violência contra a mulher no ambiente familiar geralmente começa na infância. A menina "aprende" que se trata de um ato de correção e se "acostuma" a aceitar a violência como inerente às relações familiares. Ademais, após a infância, a violência dar-se-á entre cônjuges que constitui uma das fases da opressão familiar que está relacionada com os valores do mundo patriarcal. Nest...