"Não se nasce mulher, tornar-se mulher ". Simone de Beauvoir

Quedando meus olhos para a sessão de julgamento do STF chamou-me atenção não o que estava sendo debatido, a discriminalização do uso "recreativo" da maconha, que, a meu ver é um gritante absurdo, mas a ínfimã e inexpressiva quantidade de mulheres na Suprema Corte Brasileira. Entre as poucas, porém brilhantes, mulheres que ocuparam uma cadeira na alta corte do judiciário, restou apenas a min. Cármem Lúcia. Atarantado, pego-me pensando na saudosa época na qual havia notáveis e sapientes mulheres dividindo o espaço e opinões. À luz deste cenário patriarcal, lembro-me do Lula sobalçando políticas públicas de equidade de "gender"com a velha e supositícia promessa de diminuir o hiato extremamente atroz entre homens e mulheres no mercado de trabalho e na política. Contudo, o que perlustro é o nosso presidente refém dos "caciques partidários", visto que sem esta subserveniência não há interesses recônditos atendidos e são os líderes dos partidos que fazem suas indicações. E pra manter esse patriarcalismo estrutural, claro, a maioria das indicações são másculas, o que torna essas promessas de equidade superficiais e meramente eleitoreiras. Enfim, para as mulheres restam apenas os cargos sotopostos: secretária executiva ou ministérios inexpressivos... Pois é, Janja, está cada vez mais difícil sentir-se a vontade em eventos políticos. Lamentável.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Amor Vincit Omnia.

A inconstitucional contribuição social sobre os valores pagos a título de salário maternidade à luz do Decreto Nº 4.377/2002 (Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher).