A "Necropolítica" Brasileira.


Em perenidade a “Necropolítica”, a política da morte, convém trazer à glosa o entendimento a respeito do erudito filósofo e pensador camaronês Achille Mbembe.
No prisma do aludido filósofo, a “Necropolítica” advém do pressuposto no qual a expressão máxima da soberania encontra-se em grande medida, no poder e na capacidade do Estado de ditar quem pode viver e quem deve morrer, razão pela qual matar ou deixar viver constituem os limites da soberania, seus atributos fundamentais.
Sendo assim, neste aspecto, ser soberano é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação de poder. Logo, neste sentido, a soberania é a capacidade de definir quem importa e quem não importa, quem é ´descartável` e quem não é.
Traçando um paralelo entre o atual momento pandêmico Mundial e o exposto sobre este sistema político letal, resta aclarado, à luz do cenário político brasileiro, a existência de Estados controlando de forma pérfida os índices de mortes em razão do COVID-19. 
Impende ressaltar que este sistema político mefistofélico existe no país há décadas, com maior incidência em pequenos municípios, nos quais gestores abusam da “Necropolítica” no sentido de matar direitos dos cidadãos de viverem em condições melhores em benefício do “Necropoder”.
Neste diapasão, alguns Estados, oposicionistas ao Governo Federal, vêm nessas “soberanias” sobre a vida humana uma oportunidade impositiva de contrapor dados e estatísticas a fim de mostrar para o país que o Presidente da República está equivocado em seus posicionamentos frente o combate da Pandemia. Cito o Estado de Minas Gerais que recentemente se manifestou sobre a ocultação de informações sobre os números de mortes.
Uma tentativa despicienda de alguns governadores e prefeitos sedentos pelo poder em desmoralizar e desestabilizar todo um trabalho do Governo Federal. Neste embate “mortífero”, quem perde é você, eu, quiçá perderemos um ente querido.
Desta feita, devemos nos atentar com minucias para políticos que praticam a “necropolítica” objetivando o fétido “necropoder”. Eleições estão batendo a porta e pandemias são imprevisíveis. Este momento pandêmico fará surgir uma nova política, voltada para o fortalecimento da economia e precipuamente do sistema de saúde público. Que possamos fazer parte dela elegendo candidatos compromissados com a VIDA!!!







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