Quilombo, parte riquíssima e renegada da história brasileira.
Quando o assunto versa sobre Quilombos em nosso país, é sempre bom
ressaltar que o Brasil é apontado como a segunda maior nação do planeta com
população de ascendência na África e, é com relação a esse sofrido povo que são
computadas as estatísticas mais discriminatórias e de depreciação
socioeconômica ao longo do século XX e XXI.
Releva ressaltar que nos piores lugares da sociedade e do território,
com algumas exceções, estão as populações afrobrasileiras. Dessa maneira, ser
descendente do continente africano no Brasil, secularmente continua sendo um
fator de risco, um desafio para manutenção da sobrevivência humana, um esforço
para ter visibilidade no sistema dominante e, sobretudo, colocar uma energia
adicional para ser – estar inserido no território.
Impende mencionar que dentro da “Geografia Africana Invisível no Brasil
Contemporâneo”, o esquecimento proposital dos governantes acerca dos
territórios descendentes de antigos quilombos é lamentável.
Inobstante as disposições constitucionais preceituadas no Constituição de
1988 e da obrigatoriedade de alguns organismos oficiais para resolverem as
demandas dos quilombos contemporâneos, é possível constatar em alguns municípios
tem apresentado um tratamento caracterizado por ações episódicas e
fragmentárias
Por sua vez, agindo em sentido contrário visando uma maior atenção para
com essa população cujo passado é inerente ao Brasileiro, o Município de
Mangaratiba, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, realizou uma vistoria
técnica na ilha objetivando o prosseguimento do compromisso firmado pelo Sr.
Prefeito Alan Campos, que concedeu em Janeiro do ano corrente uma importante
licença a fim regularizar construções na área do Quilombo.
A frente deste importante trabalho está a Secretária Interina de Meio
Ambiente, Fernanda Porto que em sua fala acera desta atuação disse seguinte: “Nosso
objetivo é adequar os aspectos e os das construções dentro da área do Quilombo.
Queremos auxiliar no processo de legalização e licenciamento ambiental”.
No ensejo desta vistoria, os técnicos da SMMA orientaram a associação
sobre como viabilizar a execução das intervenções, com segurança jurídica e
legal, direcionando as ações para a saúde do meio ambiente e a garantia do
equilíbrio sustentável que irá beneficiar as presentes e futuras gerações
dentro da comunidade.
“O grupo do Quilombo da Marambaia recebeu a
indicação para o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro 2012-2013 e se
apresentou com muita paixão no evento de premiação, encantando mais uma vez o
público presente.”
Por mais gestores públicos preocupados com a nossa
história e precipuamente com os sobreviventes que em muito contribuíram para a
nossa luta por liberdade e que ainda lutam por igualdade!!
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