Comporta-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública
Estamos há quase 2 meses vivendo praticamente
“enclausurados” ou habitando em uma “Caverna” devido a esta assustadora
pandemia que a cada dia deixa um sagaz lastro de infectados e mortes mundo a
fora. Um vírus que não escolhe classe social, etnia ou gênero. Faz-se presente
aonde quer. Aonde achar alguém distraído aproveitando uma praia” ou “tomando
uma cervejinha no barzinho da esquina”.
Confesso que neste hiato temporal
estritamente confinado, sinto-me habitando em uma “caverna”, aquela típica e mítica
descrita na obra “República” do filósofo Platão, fazendo-me lembrar a dialética
entre Sócrates e Glauco em A Alegoria da Caverna no qual “nós, prisioneiros,
acorrentados e imóveis desde a infância, só podendo ver o que se encontra
diante deles no fundo da caverna: as sombras.” Ou “homem condicionado e
limitado, pelo seu modo de vida repetitivo, que não o deixa pensar por si
próprio, só consegue ver as sombras”.
Sendo assim, indubitado não coadunar
esta metáfora platônica a realidade sensível do mundo atual no qual estamos tentando
“sobreviver” um dia de cada vez. Como bem disse Glauco, interlocutor de
Sócrates, “Compreendo-te um pouco, mas não o suficiente, pois me parece que tratas
de um tema demasiado árduo”. Pois é, e é.
Saindo da alegoria Platônica e
adentrando no isolamento social decretado por diversos Municípios e Estados
objetivando a redução do contágio do COVID-19, há de ressaltar o estreitamento
das medidas preventivas e coercitivas. Lamentavelmente, muitos cidadãos não
conseguem ter a percepção do quão grave e letal é este vírus. Muitos tem “levado”
a quarentena como férias ou feriado sem “término”, saindo por aí com a família,
fazendo churrascos todos os finais de semana, indo à praia “pegar” um bronzeado,
aglomerando-se por aí, desprezando, assim, a vida, o privilégio de estar
VIVO!!! Sem falar que tais atitudes inoportunas podem ser a última dessas
pessoas, deixando famílias abaladas e com remorsos indeléveis. Diante destes
fatos, qual será o valor da vida pra quem age assim?
Neste ensejo, a Prefeitura de Mangaratiba,
bem como outros municípios litorâneos, está estreitando ainda mais o trânsito
de pessoas pelas praias e ilhas objetivando reduzir ainda mais essa circulação.
O Decreto 4.198 proíbe a permanência de pessoas nas praias e ilhas do município
durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Este trabalho de fiscalização nas praias
é realizado pela Guarda Municipal diariamente e aos finais de semana é
intensificado. Por terra e mar, os agentes percorrem toda a extensão do município
para não somente retirar, mas também orientar os banhistas acerca do Decreto.
Importante ressaltar que todos os
grupamentos da Guarda Municipal de Mangaratiba estão participando deste importante
trabalho, com o apoio de motos, quadriciclos e viaturas.
Que os demais Estados e municípios adotem
medidas mais rígidas e coercitivas objetivando a circulação de pessoas de forma
desnecessária pelas ruas.
Quanto aos cidadãos, cito Sócrates: “Comporta-se
com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública”!
Em breve sairemos da Caverna e veremos o sol!!!
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