O Direito a Comunicação à luz do art. 4º da Declaração Americana dos Direitos do Homem
A princípio, o direito social
a informação envolve questões humanas complexas e, ao mesmo tempo, simples. Por
meio da comunicação social é possível construir o mundo simbolicamente e isso
demanda campos de diversidades conceituais.
Pois bem, o direito à
comunicação e à informação já foram reconhecidos pela humanidade encontra-se
expresso na Declaração dos Direitos Humanos de 1948, um esforço mundial para a
preservação do direito à cidadania.
No tocante a cidadania, é
importante ressaltar o seu conceito que foi e é frequentemente associado à ideia
de vida em sociedade. Sua própria origem no desenvolvimento já denotava essa
relação.
Em face deste conceito,
nota-se que, o exercício a cidadania e o acesso à comunicação também caminham
em níveis próximos.
Além disso, destaca-se também a
necessidade de uma postura ativa daqueles que almejam uma democratização da
comunicação, pois, exercer a cidadania também é, ter consciência plena da sua
responsabilidade como agente nos meios e processos comunicativos.
Pois, uma efetiva
reivindicação de socialização dos meios comunicativos só será possível com uma
base consciente da necessidade da participação e da interferência ativa dos
cidadãos na vida política da sociedade.
Por outro lado, faz-se
necessário ressaltar a posição de diversos órgãos de direitos humanos de âmbito
internacional que já se manifestaram no sentido de apoio à mídia mais
independente e plural na acepção de democratização para a livre circulação de
ideias e fortalecimento do exercício da cidadania.
Outrossim, a Liberdade de Expressão
da Organização do Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas
(ONU) tem demonstrado manifestos nesse sentido de democratização midiática. A ONU,
por sua vez, já declaro que o acesso à internet pertence a categoria dos
direitos humanos porque se relaciona diretamente com a liberdade de expressão.
Ademais, um estudo feio pela
UNESCO em 2016 aduz o seguinte: “Tendências mundiais sobre liberdade de
expressão e a mídia é essencial tendo em vista a busca por sociedades do
conhecimento inclusivas e um século mais justo e pacífico. Neste sentido, “A convergência
das normas internacionais de liberdade de expressão – em todas as regiões do
mundo – pode ser vista na prevalência de garantias constitucionais e declarações
regionais sobre a liberdade de imprensa, na adoção de legislações, como leis de
proteção à liberdade de informação e de fontes jornalísticas, e na
descriminação da difamação.
É imperiosamente trazer à
glosa, a Declaração Americana dos Direitos do Homem, eis que no artigo 4º diz o
seguinte: “Toda pessoa tem o direito à liberdade de investigação, de opinião e
de expressão e difusão do pensamento por qualquer meio”.
Não podemos olvidar que a
Comunicação é um território de suma importância para a formação de cidadania. Veículos
de comunicação cumprem um papel importante para a efetivação do direito a
liberdade de expressão na medida em que criam campos a difusão das opiniões e
ideias de grupos sociais.
O pluralismo de vozes não deve
ser uma dádiva legislativa, mas uma obrigação social para o fortalecimento dos exercícios
democráticos e propiciar uma dialética entre as diferenças.
Neste diapasão, quanto mais
comunicação, mas possibilidade de se exercer uma cidadania mais qualificada
dentro de uma relação horizontalizada entre os indivíduos. É importante
discutir temas, dar visibilidade de demandas socais, por meio de debate
público, porquanto contribui para a consolidação dos direitos de cidadania.
Entretanto, para que medidas
sejam tomadas, demanda-se um processo de conscientização de base da sociedade,
que deve ser abarcado pelo Estado. Torna-se importante que os cidadãos tenham
plena consciência do seu direito a liberdade de expressão, do seu caráter público
dos meios de comunicação, da importância da participação popular na divulgação
e circulação de informações e da reivindicação por uma mídia DEMOCRÁTICA.
Por fim, a comunicação são territórios
compartilhados em que TODOS EXPRESSEM OPINIÕES ACERCA DE QUAISQUER ASSUNTOS
POLÍTICOS e possam contribuir efetivamente para a CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO
FAVORÁVEL A COLETIVIDADE ALIMENTANDO O IDEÁRIO DEMOCRÁTICO DE UMA SOCIEDADE “JUSTA
E FRATERNA”.
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