A ínfima participação da mulher no mercado de trabalho em 10 anos.

Infelizmente, com o curso do COVID-19 em nosso país, a incidência de números negativos em diversos setores é inevitável e, por conseguinte, refletido em índices socioeconômicos. Está afetando diretamente o cotidiano laboral e social de várias pessoas. Todavia, não podemos olvidar, que neste momento pandemico, quem está de fato em desfavor é a mulher. Por um simples motivo: de permanecer "presa" há uma cultura "patriarcal" que se traduz em um machismo asco. 

Essa "INcultura" (?) Patriarcal vê a mulher como um objeto explorável, que serve apenas para satisfazer prazeres e cuidar da casa. 

Por outro lado, no que concerne política públicas direcionadas a mulher, não é visto nenhuma medida com o escopo de inibir este "decréscimo". Inexistem projetos que ordene às empresas a não demitirem mulheres neste momento de crise. Projetos que facilitem a vida da mulher que trabalha e é dona de casa. O que se vê é um governo autoritário e machista, caminhando cada vez mais no sentido contrário de uma sociedade moderna. A igualdade passa longe da nossa Republiqueta. Em gênero, etnias, classes...

Em continuísmo, precisamos transgredir para termos conquistas e alcançarmos voos maiores. E é no isolamento que emana das casas que encontramos o eco possível das reivindicações por garantias da vida humana. São casas de mulheres dos morros, das favelas, dos subúrbios, dos asfaltos, de papelão nas calçadas das cidades. O eco é pela não banalização das mortes. O apelo é que não tenhamos uma legião de carpideiras caminhando pela cidade.

Por fim, quanto a nossa Republiqueta, como Estado, falta compreender que a violência contra os direitos da mulher é um fator de impedimento para a concretização de um Estado Democrático de Direito, não apenas para as mulheres, mas para a sociedade como um todo.

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