Necropolítica e suas tendenciosas ligações com movimentos sociais ativistas.

A princípio, com todo respeito às opiniões contrárias sobre este assunto que envolve a morte de pessoas negras e brancas e Policiais Miitares, insta ressaltar que para chegar em uma argumentação conclusiva e coerente sobre o tema exposto acima, urge adentrar de forma distintiva na representatividade social e,  a posteriori, sobre as mortes entre policiais militares no exercício das funções e cidadãos transeuntes brancos ou negros civis nas contumazes guerras urbanas entre o bem e o mal. No mais, o que consubstanciará este meu entendimento sobre este assunto linhas abaixo são de caráter gerais, abrangente e estritamente imparcial.

Posto isso, antes de falar sobre como funciona o sistema mefistofélico da Necropolítica” em nosso País. É claro que séculos de necropolítica deram ao Estado Brasileiro certas habilidades, tais quais os segredos do jogo que é fazer desaparecer os corpos em covas abertas em lugares invisíveis. 

É este tipo de política que vem sendo adotada em nosso país, celebrando sua destruição e a nossa. Até bem pouco tempo, o país dividia seus sujeitos entre “pessoas” e “coisas”, ou seja, entre aqueles que seriam tratados como pessoas, cuja morte é apenas um número, uma fatalidade da qual não há razão alguma para chorar. Lamentavelmente, a população é apenas o suprimento “descartável” para que o processo de acumulação e concentração não para sob hipótese alguma.

Neste contexto, você é parte de um experimento. Quiçá sem perceber, mas você é parte de um enludrado experimento funesto. O destino do seu corpo, sua morte são partes de um experimento de tecnologia social, de uma nova forma de gestão.

Por outro lado, adentrando no ponto de vista distintivo da representatividade social, não dá para comparar a morte de um policial com a morte de um cidadão, independente da raça. Mas, uma vez friso: é apenas a minha opinião e não estou levantando “bandeiras”. 

Quando um cidadão consciente e livre das suas escolhas opta em seguir a carreira Policial, seja Militar, Civil ou Federal, tem o pleno conhecimento do que é a atividade laboral e precipuamente sabe do que a morte é inerente a profissão. É uma vida profissional de altíssimo risco que poucos tem a coragem de fazer parte de uma corporação de guerreiros. 

Destarte, é preciso destacar que uma das precípuas funções de um o POLÍCIAL é defender a sociedade. De servir e proteger o cidadão de bem da violência do cotidiano. A morte é a sombra do policial quando está nas ruas garantindo a nossa segurança. 

Quanto a questão dos cidadãos civis negros ou brancos vitimados, os mesmos não estão na rua a serviço da Polícia. Não são policiais. São em grande maioria cidadãos de bem que são obrigados diariamente a saírem às ruas pela necessidade de correr atrás do seu sustento. Cumprir para com suas obrigações profissionais.  Dependem dos seus empregos para contribuir com o pagamento de TODO servidor público. Movimentar a engrenagem econômica do país.

Não podemos aqui misturar um assunto com outro. A questão das mortes dos Policiais Militares tem a ver com a péssima formação, instrução estrutura, aparelhamento e preparo técnico para evitar-se mortes em incursões ou em situações de defesa da sociedade. 

Isso é uma obrigação sine qua nom do Estado, que não pode fazer politicagem em cima desses guerreiros, e sim, assumir a sua responsabilidade quanto a sucateada e abandonada Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. 

Cada ente dos policiais mortos em combate tem que cobrar com veemência do Estado uma postura mais firme e um melhor treinamento objetivando que reduzir os números do Policiais Militares mortos. 

Por derradeiro, quanto as mortes de cidadãos civis, assiste razão cada protesto feito em becos, vielas, ruas e favelas. Pois, eles sim, são vítimas deste despreparo e descaso do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Não são policiais, o que não justifica as suas mortes. São trabalhadores, pessoas inocentes, que perdem a vida de forma banal e injustificada.

Chega de políticos travestidos de urubus, disputando a carne pra dizer que a direita é genocida e a esquerda vitima de uma policia assassina.

A culpa de todas essas mortes é deste Estado omisso que há décadas vem definhando a nossa tão respeita e querida Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.


 


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