O debacle do Bolsonarismo.

O presidente Bolsonaro, perdido em seus próprios palavrórios, está estuporando cada vez mais o seu governo e gerando atritos infundados que poderá atrapalha-lo em sua reeleição. Quiçá tirá-lo do segundo turno e corroborar uma disputa entre o "injustiçado e o justiceiro".

É de conhecimento de todos que o próprio presidente passou e ainda passa boa parte do seu mandato cometendo equívocos, reverberando leviandades, comprando brigas desnecessárias, desafiando chefes de outros poderes sob à égide do autoritarismo, tentou calar a voz da ciência por motivações negacionistas e obnubiladas. 

Toda essa agregação gerou graves e irreversíveis prejuízos para o Brasil. A economia do país se encontra em estado deplorável, a deriva, sem perspectiva de melhora e tampouco alento de esperança de dias melhores. O nosso Ministro da Economia vem de forma contumaz se especializando em quebrar recordes negativos. Em seu raso discurso de final de ano, apegou-se ao dislate escancarado. Em três anos, o Brasil conseguiu a extrema proeza de regredir economicamente. Retroagir à números pífios do Governo do Presidente "impichado" Collor.

Quanto a pandemia, outro prejuízo, porém irreversível, o presidente abusou do humor sádico para com às medidas profiláticas recomendadas pela OMS e ANVISA. Agiu de forma leviana e irresponsável ao chamar o Covid-19 de "gripezinha". Agiu como charlatão ao indicar "kit-covid" sem qualquer embasamento científico. Agiu como um negociante de vidas ao retardar a aquisição de vacinas contra o Covid-19. Agiu como um pusilânime atroz ao fincar a bandeira do negacionismo no palácio da Alvorada em absurdo desprezo para com milhares de brasileiros que ainda choram a perda de familiares.

Por fim, sobre a reeleição, o Bolsonaro conseguiu derrotar a si próprio diariamente. Os números comprovam o melancólico e inevitável fim de um dos piores governo da história política brasileira. Disputará uma reeleição sob a sombra da gigantesca rejeição. Uma disputa perdida, vazia e sem sentido.

Quantos aos candidatos, em suma, o Lula agradece pelo palanque gratuito e o Moro com a real possibilidade de disputar o segundo turno com o ex-presidente acompanhado de importantes ex-integrantes do governo Bolsonaro.

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